Também atearia fogo nos ônibus em Goiânia

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Foto: João Paulo Teles / via Jornal Opção

Não estou e Goiânia mas vi muita gente reclamando da “baderna” dos estudantes. Alguns chegaram a dizer que as manifestações pararam o trânsito e os fizeram esperar por um longo tempo dentro de seus carros até que os cruzamentos fossem liberados. Confesso que gostei dessa reclamação, ao menos mostra o quanto ‘o mundo’ pequeno burguês se distancia das lutas coletivas.

Trata-se de uma classe média que anda de carro e sofre ao ver um ônibus queimado ou uma rua interditada. Um paradoxo.

Não sou a favor de vandalismo, mas como o ótimo texto escrito por Élder Dias do Jornal Opção: “Quando se queima um ônibus em uma manifestação não há simplesmente um ato de depredação, como querem os mais simplistas: a medida extremada vai muito além do vandalismo para expressar que a população despreza e reage contra o serviço de má qualidade que lhe é oferecido a um preço proporcionalmente descabido”.

O movimento estudantil, muitas vezes, peca por seus excessos, mas vendo de maneira ampla eu fico um pouco mais aliviado – ainda há espaço para as mobilizações populares. Algo não tão comum à sociedade brasileira que sempre aceita calada os mandos e desmandos dos poderosos.

Desculpem-me os recalcados mas, como usuário do sistema público de transporte goianiense que fui, também não hesitaria em tomar as ruas e até mesmo atear fogo em um dos ônibus, não por diversão, mas para mostrar que não vamos engolir mais um aumento de preço sem retorno em qualidade.

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