The end’s not near, it’s here

The end’s not near, it’s here. Hallelujah, spread the cheer. And watch the millenarians throw a party for a thousand years. 

Deixar um sítio na internet, criar outro, se dividir, se multiplicar. Isso exige um baita esforço e muitas vezes os espaços que construímos online ficam obsoletos ou então perdem completamente o motivo de ser. Desde que me entendo por gente eu tenho um blog, é a evolução direta das agendas e um lugar onde posso despejar um pouco do que penso e vejo.

Foi assim com o blog intitulado Reticências e com o Pericles Carvalho Log (ainda no blogger). Todos eles exprimiam um pouco do que eu quero para mim mesmo, mas de modo muito figurado – hoje talvez pretenda escrever de modo mais direto, sem tanta prolixidade. Por lá estão as cartas que escrevi aos 19, 20, e estão também meus sonhos e o idealismo quase que pueril.

Em meio a este tempo, já na universidade, eu me abri para o jornalismo de modo que fui completamente transformado. Aprendi a ouvir um pouco mais, melhorei minha escrita (apesar de odiar tudo o que escrevo), cobri política e passei uma temporada fantástica no gélido Canadá. Por lá reacenderam-se meus sonhos internacionalistas, minha vontade de conhecer e de contribuir para a construção de um mundo melhor.

Em meio a tudo isso conheci histórias do mundo, conheci mais o mundo. Me apaixonei pelo mundo. Toronto – o próprio nome diz, é um lugar de encontro. Uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, com gente de todas as partes do planeta. Não tem como conviver com tanta diversidade e continuar o mesmo. (Escrito em abril de 2011)

Reanimei-me em meus ideais. Redescobri Che Guevara viajando pela América Latina aos 23, exatamente a idade deste que vos escreve. Trabalhar entre fronteiras, pisar  terras em conflito, tentar compreender como a comunicação pode influenciar e melhorar a vida das pessoas.

Durante algum tempo, mergulhado na cobertura política, vivenciando todos os fatos e os problemas da política brasileira eu pude refletir um pouco mais sobre o meu trabalho e principalmente sobre o impacto que cada uma daquelas histórias tinham, ou não. Pensei também sobre qual é o ideal e o conceito nacional de “democracia”.

Em meio a tudo isso eu  me perdi, e como me perdi.

Perdi entes queridos também e vi minha noção de “lar” ir mais uma vez por água abaixo. “You know that point in your life when you realize the house you grew up in isn’t really your home anymore?”, pergunta o personagem de Garden State. Essa era a minha pergunta também.

Em Nova York no ano passado, eu me vi pensando em como a História contemporânea e a globalização tiveram influência direta no meu modo de ver o mundo e também nas minhas escolhas pessoais. De lá, após dois dias de visita às Nações Unidas e ao marco zero do World Trade Center eu escrevi:

“Eu tinha apenas 12 anos quando aviões se chocaram contra as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York. Era o acontecimento que marcaria o início do século. A cobertura maciça dos meios de comunicação me expuseram a uma realidade que eu conhecia apenas nos livros de História e nas enciclopédias. Aquele dia e os meses seguintes foram determinantes para que eu decidisse estudar Jornalismo. Um pré-adolescente vislumbrado com um tipo de beleza que apenas a tragédia pode proporcionar.

Um pouco depois, em 2003, mísseis eram despejados em Bagdá. Explosões causadas por Tomahawks, jornalistas no front e toda a tecitura de conversas diplomáticas – costuras em prol da guerra (ou não). Naqueles dias eu decidi que queria compreender melhor como a guerra, enquanto promotora da catástrofe, funcionava. Quais eram as conversas por trás dos ataques? As estratégias e os reais motivos? O conflito no Iraque foi, sem dúvidas, determinante para que eu me voltasse para as relações internacionais e os estudos a respeito de globalização e ciência política”.

E tudo isso vem a tona agora. Eis que mais uma vez eu resolvo cair na estrada para viver algo diferente. Dessa vez, corro em busca de um título de mestre – estudar mídia, guerras e conflitos nos próximos dois anos. Acredito esse ser o caminho natural dos acontecimentos. Encontrar-me-ei com uma Europa caída e me fartarei dela ainda que em um momento crítico da economia e – por que não – da política de integração continental.

Esse meu notebook registrará alguns textos pessoais, claro, algumas análises e matérias que venha a escrever enquanto estiver em terras estrangeiras. Será meu cartão profissional… o registro mais fiel dos meus sonhos e das minhas andanças.

Neste meio termo, também atualizo meu tumblr, o the notebook (nome similar). Por lá escreverei experiências mais pessoais, questionamentos e assuntos mais banais, além  de fotografias instantâneas.

Como já diz o trecho da música que eu coloquei acima “spread the cheers” e espere por notícias muito em breve.

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