Velhos adversários lutam pelos grandes municípios

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A maior parte das principais cidades devem, mais uma vez, serem disputadas por tucanos e peemedebistas. Embate será prévia de 2014, já que partidos encabeçam as duas faces da polarização em Goiás

Péricles Carvalho

As eleições municipais de outubro prometem repetir um fenômeno já conhecido na política goiana: a polarização entre PMDB e PSDB. Levantamento feito pela Tribuna (veja o quadro) mostra que dos 20 municípios com maior densidade eleitoral do Estado, em pelo menos 10 há candidaturas viáveis de peemedebistas, bem como ao menos seis candidaturas tucanas são tidas como favoritas. Em jogo estará o comando dos maiores municípios do Estado e a oportunidade de maior influência nas eleições estaduais de 2014.

De modo direto, o confronto entre os dois partidos ficará restrito a apenas cinco municípios, mas onde há disputa entre PSDB e PMDB pode-se esperar uma eleição difícil. Em Goianésia, por exemplo, a disputa entre Jalles Fontoura (PSDB) e Gilberto Naves (PMDB) foi decidida de última hora e reúne dois nomes de grande expressividade e com bons índices de aprovação. Outra cidade que deve ter uma eleição apertada entre os dois partidos é Mineiros, onde a disputa entre os dois partidos é travada voto a voto.

A maior expressão da polarização entre PMDB e PSDB, porém, será em Catalão, onde o presidente da Assembleia Legislativa, Jardel Sebba (PSDB), enfrentará o ex-prefeito Adib Elias (PMDB). A candidatura de ambos ainda é incerta, já que possuem pendências com a justiça. Eles, porém, continuam no processo e devem protagonizar um embate apertado, como em 2004.

 Entorno tucano

Se não há predominância de disputa direta, o que se percebe é que há um fortalecimento de redutos eleitorais e ampliação dos mesmos quando possível. Não é difícil notar que o governador Marconi Perillo (PSDB) tem força segmentada na região do Entorno de Brasília. É lá que estão localizadas as candidaturas de maior peso da agremiação. Em Novo Gama, a deputada estadual Sônia Chaves é tida como favorita e quase não enfrenta oposição, tendo como adversário o candidato do PPL, Everaldo do Detran.

Outro município em que os tucanos saem na frente é Valparaíso, onde a atual prefeita Leda Borges é candidata à reeleição e goza de certo favoritismo. Ela enfrenta a professora Lucimar Nascimento do PT, que tem apoio do PMDB. Além das duas candidatas, correm por fora os candidatos Adolfo Lopes (PMN) e Vargas Alves (PSOL).

Mesmo não sendo favoritos absolutos, vale ressaltar as candidaturas do PSDB em Santo Antônio do Descoberto, onde o candidato tucano Júnior Pezão precisa vencer o favoritismo de Padre Getúlio (PMDB). Em Luziânia, o grande desafio de Gastão Leite (PSDB) será vencer o deputado estadual Cristóvão Tormin (PSD).

Região metropolitana
Se o Entorno é uma região promissora para os tucanos, o mesmo não se pode afirmar em relação à região metropolitana de Goiânia, onde o PMDB e o PT são os dois partidos mais fortes. Após a interminável novela envolvendo a escolha de um nome tucano para disputar a eleição na capital, o partido optou por apoiar a candidatura de Jovair Arantes (PTB), e os tucanos mais uma vez abriram mão da disputa em Goiânia como cabeça de chapa.

Em Anápolis, o atual prefeito Antônio Gomide (PT) é o favorito, tem como principal adversário o democrata Wil­son de Oliveira, que é tido por muitos como o candidato que restou à base marconista na cidade. Onaide Santillo teve sua candidatura barrada pelo Palácio e se distanciou da base aliada, manifestando apoio à candidatura de José de Lima (PDT) em detrimento da de Wilson.

O prefeito de Aparecida de Go­i­ânia, Maguito Vilela (PMDB), de­ve protagonizar a disputa com o deputado estadual Ademir Menezes (PSD). Ademir segue com o apoio do governador após o PSDB abortar a candidatura própria do novato Vetter Mar­tins, que não empolgou nas pesquisas internas e acabou como vice do pessedista.

PT e PSD preveem crescimento

Tendo completado apenas um ano de existência, o PSD é de longe uma das legendas que mais ganha espaço nessa eleição municipal. Apesar de não ter muitas candidaturas, tem nomes de peso com chances reais de vencer as eleições. É o que acontece em Rio Verde, onde o prefeito Juraci Martins (PSD) é o candidato favorito e enfrenta o petista Karlos Cabral.

O PSD também tem chance de vitória em Formosa, onde o deputado estadual Itamar Barreto (PSD) é o candidato da base governista e enfrenta o peemedebista Ernesto Roller. Em Luziânia, Cristovão Tormin também é tido como um nome importante na disputa.

O PTB também não disputará muitas prefeituras, mas tem a possibilidade de comandar duas prefeituras de peso: a de Goiânia, com a candidatura de Jovair Arantes, e a de Águas Lindas, com Hildo Candango. Na capital, Jovair desfruta de amplo apoio da base governista e poderá ter a grande influência do Palácio das Esmeraldas. Ele é o nome mais forte do PTB goiano e polariza a disputa com o atual prefeito candidato a reeleição Paulo Garcia (PT).

Outra legenda que também ganha força na eleição deste ano é o PT, que vê na aliança com o PMDB uma maneira de ganhar mais capilaridade e chegar a municípios do interior, seja com candidaturas próprias ou através de coligações. É sabido que o Partido dos Trabalhadores sempre enfrentou dificuldades em se firmar no interior, o que explica a concentração de forças da legenda na região metropolitana. Diante do quadro que se forma, o PT tem possibilidades de crescer.

Isso é visto no Entorno, onde o PT procurou expandir sua influência ancorando-se, em partes, na força do partido no Distrito Federal. Em Planaltina, a legenda sustenta a candidatura de Enílson Kuru e em Valparaíso da Professora Lucimar – ambas as candidaturas com apoio do PMDB.

Do saldo de candidaturas, o partido que mais perde espaço é o Democratas. O partido perdeu expressividade após a debandada de correligionários para o PSD no ano passado. Soma-se a isso o mal momento do partido no Estado diante do caso envolvendo o senador Demóstenes Torres (sem partido) com o bicheiro Carlos Cachoeira. O senador deixou o partido, após pressão dos antigos correligionários.

Seguindo uma resolução nacional de lançar candidatos em municípios de grande densidade eleitoral, o DEM lança candidaturas chapa pura em alguns municípios do interior. Em Aparecida, Tanner de Melo (DEM) disse que é candidato devido à “orientação nacional da legenda”. Com candidaturas pró-forma, o DEM deverá perder ainda mais espaço nos grande municípios. São nos pequenos, porém, que o partido do deputado Ronaldo Caiado espera as grande vitória.

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