O que realmente queremos?

Há algum tempo eu venho me perguntando porque a minha geração é tão insatisfeita com o trabalho que faz. Em geral, a maioria sai da universidade e consegue o tão sonhado 1° emprego; mas não leva muito tempo para perceber que não é bem isso o que quer da vida.

Acho que esse vídeo pode trazer alguma “luz no fim do túnel”. Não dá para ficar repetindo fórmulas antigas de trabalho – principalmente para aqueles que estão na comunicação/indústria criativa. Em Toronto estudei durante um semestre as minúcias dessa nova indústria que surgiu no final dos anos 80 e ganhou força a partir da expansão da informática e da WEB.

A partir matéria que peguei na Faculdade de Fine Arts pude concluir que não é mais possível manter-se no mercado repetindo fórmulas do passado. Isso é indiscutível. Obviamente que existem muitas variantes ao tema (salário é a principal questão em qualquer lugar do planeta), mas acredito que existe uma percepção de que “é preciso gostar do que se faz”. Nossa geração parece ter percebido que não basta ter apenas um contra-cheque no início do mês, é preciso ter satisfação plena com o que se faz.

Amarmos o que fazemos e mais do que isso, encontrarmos um “propósito” para as atividades do dia-a-dia é o que nós – da geração Y (ou millenium) – queremos.

All work and all play (legendado) from Box1824 on Vimeo.

Sobre o mesmo assunto, gostaria de linkar aqui uma entrevista muito interessante feita pela jornalista independente e colunista da Época Eliane Brum com a psicóloga e ativista do Médico Sem Fronteiras Debora Noal. Ela só se viu plenamente realizada quando passou a fazer algo que para ela tinha um sentido maior. As missões do MSF não pagam os melhores salários, mas oferecem exatamente o que Debora precisa.

“O meu trabalho é aliviar o sofrimento humano, seja ele de onde venha, seja ele a cor que tenha. E dá para fazer isso. É a razão de eu continuar. Porque se eu achasse que não dava para diminuir o sofrimento, que não dava para ajudar as pessoas a escolherem novas estratégias de felicidade para a vida, talvez eu não estaria nesse lugar”, disse ela a Eliane Brum

Em um determinado trecho no início da entrevista, Debora reflete sobre a importância do dinheiro e diz: “Dinheiro, estrutura material, nunca foi o meu forte. Não é uma coisa que me toca muito. Acho dinheiro ok, é legal. É bem interessante, você consegue fazer um monte de coisas. Mas sem ele você também consegue fazer um monte de coisas. E acho que, se você se apega a isso, a alguma coisa que é material, isso quer dizer que você está plantando sua raiz por uma estrutura material. Eu quero ter raiz, mas raízes aéreas, que eu possa levar para onde eu quiser”.

Para quem desejar ler a entrevista completa, clique aqui.

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