IPHONEOGRAPHY: “De todos os lugares, o centro”

Gosto das ruas, da decadência, dos traçados, das tardes chuvosas de verão. A conversa fácil nos bancos, ares de interior nos finais de semana, chorinho na sexta-feira. Aulas no passado, sonhos profissionais.

Cinemas que viraram igrejas, inferninhos, pregadores. Os mendigos, os cheiradores, os ambulantes, o trânsito caótico, os carros de som, as buzinas, o Cine Ouro, os hippies, as agências bancárias, o Eixo, a art déco, o jazz, os sebos, as tardes de estudo, os bares sujos, o mercado central, a violência. Os panfletos, os compradores de ouro, os mágicos.

O centro é uma profusão sinestésica, um lugar único, convergente – barulhento como tem de ser, naturalmente desordenado. Ali as pessoas se cruzam, se esbarram, são roubadas, ficam bêbadas, dão gargalhadas, compram revistas, almoçam, consomem, trabalham.

No final das contas, o Centro somos nós… e nós, o Centro.

Ao Centro de Goiânia, GO.

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